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Rastreamento do câncer de próstata

Novembro Azul: mês mundial de combate ao câncer de próstata

 

                  Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) são estimados 68.220 novos casos de câncer de próstata em 2018 no Brasil, constituindo o tipo de câncer mais incidente nos homens (excetuando-se o câncer de pele) em todas as regiões do país. O câncer de próstata permanece como a neoplasia sólida mais comum e a segunda maior causa de óbito por tumor no sexo masculino.

                  Apesar dos avanços terapêuticos cerca de 20% dos casos ainda são diagnosticados em estágios avançados, embora tenha ocorrido um declínio importante nas últimas décadas decorrente de políticas de rastreamento da doença e maior conscientização da população masculina.

                  Muito mudou sobre o tratamento do tumor de próstata nos últimos anos. Nem todos os tumores de próstata são iguais e o urologista tem condições de avaliar, com base em exames e na biópsia de próstata, quais são os tumores agressivos. A grande maioria dos tumores de próstata são considerados indolentes, ou seja, 75-80% das pessoas com câncer de próstata não morrem em decorrência da doença. O tratamento para todos, sem individualizar o risco de cada pessoa, pode trazer sequelas definitivas devido ao tratamento desnecessário.

                  Nos últimos anos, uma controvérsia sobre a necessidade de se realizar o rastreamento universal de toda população masculina (sem considerar fatores de risco como idade, raça e história familiar) foi trazida pela resolução da U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF, EUA, 2011). A resolução foi contrária ao rastreamento do câncer de próstata pois poderia diagnosticar câncer de próstata de baixa agressividade que não necessita de tratamento e poderia expor pacientes a exames invasivos como biópsias, que têm potencial de complicações, e tratamentos radicais com potencial impacto na qualidade de vida como incontinência urinária e disfunção erétil.

                  Essa resolução foi muito criticada por várias sociedades de urologia e oncologia, mas levou a uma reavaliação e a uma mudança recente na maneira de se realizar o rastreamento do câncer de próstata. Hoje o ideal não seria nem realizar rastreamento para todos indiscriminadamente como acontecia até há poucos anos, e nem deixar de realizar por risco de tratamentos e exames desnecessários como foi recomendado pela USPSTF, mas sim INDIVIDUALIZAR.

                  Individualizar a abordagem é fundamental. Embora cerca de 20-25% dos pacientes com câncer de próstata ainda morram devido à doença, a grande maioria dos homens com o diagnóstico de próstata (75-80% dos casos) não necessitam de tratamentos agressivos, mas de um tipo acompanhamento bastante rigoroso, chamado de vigilância ativa. Identificar quem são os pacientes com risco de desenvolver a doença mais agressiva é fundamental para planejar a necessidade e a frequência do rastreamento para cada pessoa. Entre diversos fatores, a idade, a raça e a história familiar apresentam-se como os mais importantes.

                  A Sociedade Brasileira de Urologia mantém sua recomendação de que homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado, para avaliação individualizada. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios, em decisão compartilhada com o paciente. Após os 75 anos, poderá ser realizado apenas para aqueles com expectativa de vida acima de 10 anos.               

                  Hoje é possível realizar vigilância ativa sem necessidade de tratamento imediato do tumor, com exames frequentes para acompanhamento da lesão e com condições de tratamento somente no momento certo, e se necessário, sem aumentar o risco para o paciente. O tratamento definitivo pode ser indicado caso seja identificada progressão da doença em pacientes com expectativa de vida maior que 10 (dez) anos, poupando pacientes com tumores “indolentes” das consequências do tratamento.

                  Por outro lado, pacientes portadores de tumores classificados como de risco de progressão alto ou moderado podem, em fases iniciais, ser adequadamente tratados e curados.

                  A Urologia é uma especialidade médica que identifica, trata e previne doenças que envolvem os órgãos urinários (rins e bexiga) tanto em homens quanto em mulheres. Embora trate principalmente de homens, não é uma especialidade exclusiva do sexo masculino, já que as mulheres também são acometidas por problemas renais como litíases (pedras nos rins). A Urologia trata também dos órgãos genitais masculinos. Já os órgãos genitais femininos são tratados pela Ginecologia.

 

Dr. Eduardo Gerber Wietzikoski CRM 20543.

Urologista com mais de 16 anos de experiência em medicina, especializado em Endourologia, Laparoscopia Urológica e cálculo renal. Tem graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (2002), residência médica em Cirurgia Geral pela PUC - Paraná, residência médica em Urologia pela Universidade Federal do Paraná, fez estágios e treinamentos em Denver – EUA e Montreal – Canadá, atuou como preceptor Voluntário da Residência de Urologia do Hospital de Clínicas da UFPR, possui Mestrado em Cirurgia - IPEM - Faculdade Evangélica do Paraná, atualmente atual como preceptor da Residência Médica em Urologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e é Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e Membro Internacional da American Urological Association (AUA).

 

 

 

Manual da Boa Prática Urológica - SBU

 

Em uma época de fácil acesso à informação é de fundamental importância manter-se informado sobre a prevenção de doenças e sobre os principais sintomas que podem corresponder a uma doença já estabelecida. Pensando nisso, o Dr Eduardo Gabriel Gerber Wietzikoski disponibiliza aqui o MANUAL DA BOA PRÁTICA UROLÓGICA desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) para orientação do público em geral
Boa Leitura!

 

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) congrega mais de quatro mil urologistas dentre os médicos que atuam na urologia brasileira. Isso corresponde em torno de 90% dos profissionais urologistas brasileiros. A SBU é a maior entidade de Urologia na América Latina e a terceira maior no mundo.

 

Saiba o que seu urologista pode fazer por você. Ao ler este documento, você entenderá melhor as funções, limites e recomendações que fazem parte da boa prática urológica. Ao conhecer um pouquinho mais do universo urológico, certamente estará fazendo parte de um grupo de pessoas mais conscientes sobre as indicações e procedimentos urológicos. Com certeza este conhecimento oferecerá mais proteção a você, aos seus amigos e aos seus familiares.

 

I. O que o (a) urologista faz?

 

A Urologia é uma especialidade médica de atuação clínica e cirúrgica que diagnostica, trata e previne doenças que envolvem os órgãos urinários de homense mulheres e também dos órgãos genitais masculinos e suas funções. Não é uma especialidade que trata somente de homens, porque as mulheres e crianças também têm rins, bexiga, uretra (o canal do xixi), ou seja, o trato urinário (conjunto de órgãos relacionados com a produção, transporte, armazenamento e eliminação da urina que existe nos dois sexos). Os órgãos genitais masculinos englobam o pênis, os testículos, a próstata e a vesícula seminal. Os órgãos genitais femininos são objetos da Ginecologia (útero, ovários, vagina, vulva e mamas). Atuação clínica e cirúrgica significa que o urologista, além de tratar daquelas doenças que necessitam de medicamentos, também opera os casos em que o tratamento envolve cirurgia dos órgãos urinários e genitais. As figuras ao lado mostram a grande extensão de órgãos que estão sob os cuidados da Urologia.

 

 

 

Doenças comuns

 

A relação de doenças mais comuns também é grande. As mais conhecidas são as pedras urinárias (também conhecidas tecnicamente como cálculos ou litíase urinária) e as doenças da próstata (tanto o crescimento benigno quanto o câncer).

 

 

Mas a lista é muito maior. Tumores de rim, de testículo, de bexiga, de suprarrenal (uma glândula pequenininha que fica em cima de cada um dos nossos rins). Problemas de disfunção erétil e sexual masculina, problemas de fertilidade do homem, perda de urina (a chamada incontinência urinária), malformações dos genitais e do trato urinário na criança, testículos que não descem para o escroto (tecnicamente a criptorquidia), traumatismos de pênis, testículo e mesmo acidentes que envolvam os órgãos que foram citados. Tudo isso faz parte da Urologia.

 

Cirurgias muito conhecidas, como a de fimose e a de vasectomia (para não ter mais filhos), se juntam com outras menos conhecidas como algumas cirurgias envolvendo os ureteres (tubinhos que transportam o xixi do rim para a bexiga), cirurgias de varicocele (varizes das veias testiculares), cirurgias de correção de deformidades penianas, várias cirurgias por via endoscópica (entrando pelo canal do xixi e atingindo até os rins) ou por via laparoscópica, através de pequenos orifícios na barriga (abdômen).

 

A função dos rins

 

Os rins são órgãos de grande importância no organismo humano e são responsáveis pela manutenção do equilíbrio orgânico através da filtração do sangue, ao retirar deste as impurezas que devem ser eliminadas pela urina. Quando os rins estão debilitados, deixando de filtrar o sangue, pode ser necessário um transplante renal. Dentre as funções do urologista citadas acima também está o transplante renal, uma cirurgia delicada e um dos mais importantes tratamentos para o paciente com insuficiência renal.

 

Cirurgia Endoscópica e Laparoscópica/Robótica

 

A Urologia foi a especialidade pioneira a utilizar a endoscopia ainda no século XIX! Tudo o que existe hoje se desenvolveu a partir dos equipamentos endoscópicos urológicos que, no início, serviam para tratar problemas na bexiga e próstata, sem cortes cirúrgicos. Já no início do século passado os urologistas não apenas "olhavam por dentro" mas já operavam "por dentro". Eram as cirurgias para tratar o crescimento da próstata que fechava a uretra e os problemas da bexiga (tumores e cálculos).

 

O pioneirismo da especialidade na parte tecnológica não parou por aí. A Urologia foi uma das primeiras especialidades a utilizar as técnicas de laparoscopia na década de 70 e 80 do século passado na localização de testículos abdominais. Foi pioneira no uso de diferentes LASERs, com grande evolução de vários tipos no tratamento de tumores, pedras e problemas prostáticos. O refinamento da endoscopia fez progredir o uso do ultrassom como método de fragmentação dos cálculos, assim como as ondas eletro-hidráulicas que compõem as famosas máquinas de quebrar pedras.

 

A Urologia é atualmente uma das especialidades mais envolvidas com a cirurgia robótica, estimuladores elétricos, sem contar com as próteses penianas, os transplantes renais e uma enorme lista de outros procedimentos modernos e de alta tecnologia utilizados na medicina moderna.

 

 

 

Como se tornar urologista?

 

A formação de um Urologista envolve muito estudo. Além dos seis anos da Faculdade de Medicina são mais cinco anos, no mínimo, de Residência Médica, com dois anos de cirurgia geral e três ou mais anos de aprendizado urológico. Depois disso tudo, o Urologista ainda presta algumas provas rigorosas para a obtenção do Título de Especialista. Este título de especialista é concedido pela Sociedade Brasileira de Urologia.

 

Os especialistas brasileiros elevam a Urologia nacional a um patamar de grande respeito na comunidade urológica mundial. O que é, ao mesmo tempo, uma grande honra e uma grande responsabilidade. A SBU e cada um deles, por todo o Brasil, devem zelar pela excelência e seriedade da nossa especialidade junto à pessoa mais importante nesse processo todo: você, o nosso paciente.

 

II. A SBU não recomenda

 

Em função da responsabilidade de oferecer aos brasileiros uma Urologia ao mesmo tempo moderna e ética, a Sociedade Brasileira de Urologia elaborou essa pequena cartilha. Alguns assuntos, principalmente aqueles relacionados com a sexualidade, podem virar alvo fácil de práticas e procedimentos não totalmente justificados ouembasados cientificamente. São tratamentos sem eficácia, que ainda não foram comprovados e/ou testados no seu benefício e risco. Cuidado com as propagandas enganosas!

 

O caráter íntimo desses assuntos colabora para que os pacientes possam se tornar vítimas passivas e silenciosas dessas práticas inadequadas e que podem gerar danos irreversíveis.

 

O melhor remédio e a melhor prevenção contra esse fato é o conhecimento. Conhecer o que é comprovado, o que já foi testado e aprovado, seus riscos e benefícios, é o meio mais fácil de se evitar o engodo e a tapeação que, infelizmente, podem ocorrer.

 

Certos procedimentos, mesmo que sabidamente não aprovados e ainda em caráter experimental, são muitas vezes alardeados nas revistas, jornais, rádio, televisão e internet com finalidades puramente comerciais. Cumprindo seu papel e considerando o atual estado de conhecimento, a Sociedade Brasileira de Urologia lista abaixo os procedimentos com os quais

NÃO CONCORDA E NÃO RECOMENDA:

 

1. Cirurgias de aumento peniano, indicadas de forma indiscriminada

2. Anestésicos locais para controle da ejaculação precoce

3. Cirurgias para controle da ejaculação precoce. As chamadas neurotripsias

4. Tratamento com injeções dentro do pênis em pacientes jovens com o objetivo de tratar a ejaculação precoce

5. Injeções de produtos no pênis para aumentar o diâmetro peniano

6. Curas, anúncios e tratamentos milagrosos para os problemas de impotência masculina

 

Na sua função educativa a SBU ainda quer ajudar os pacientes e todo o público leigo a saber ler, ver ou ouvir uma notícia a respeito dos progressos que se fazem na Medicina. Existe uma distância muito grande entre um conhecimento que às vezes é demonstrado em cobaias ou mesmo no laboratório ou com um número pequeno de pacientes voluntários e a sua efetiva colocação em prática. O cidadão, mesmo o mais otimista possível, deve entender que o processo que vai da descoberta de um novo medicamento até o balcão da farmácia é um processo bastante longo, cercado de cuidados para testar a sua segurança e eficácia. Infelizmente de cada 1.000 ou 10.000 substâncias promissoras, com potencial no tratamento de alguma doença, apenas 1 ou às vezes nenhuma consegue chegar ao estado final de comercialização com seu uso seguro. Raras vezes, ainda, são precisos vários e vários anos para se identificar algum risco que não se manifesta, antes que o uso de um medicamento X seja

 

usado por milhões e milhões de pessoas, levando até a retirada do medicamento ou restringindo muito o seu uso.

 

Um outro ponto de interesse para o cidadão é que não existe nenhum medicamento, nenhum procedimento que não envolva riscos e benefícios. Seu urologista e a SBU investem muito em atualização na especialidade, principalmente para discutir as experiências que vão se acumulando e demonstrando o que é melhor para os pacientes e mais eficaz para cada doença. Toda novidade médica é vista sempre com olhos críticos e reservas até que os trabalhos e testes se multipliquem e mostrem a eficácia e, principalmente, os riscos e efeitos colaterais. Nem sempre existe apenas um caminho, mas tenha certeza de que seu urologista conhece todos e pode discuti-los com você. Ao indicar um caminho, uma cirurgia ou um medicamento, muitas vezes é mais importante conhecer os riscos e efeitos colaterais do que simplesmente o que pode ser usado, mesmo de mais moderno naquela doença ou situação.

 

II. A SBU recomenda

 

Talvez essa cartilha virasse um livro daqueles bem pesados se nós fossemos listar e discutir tudo que, felizmente, tem uma base científica bem estabelecida para ser usado como tratamento das inúmeras doenças urológicas. Alguns, contudo, podem ser listados e podem lhe ajudar no seu dia-a-dia e no de seus familiares:

 

Na infância e na adolescência

 

O cuidado urológico começa no nascimento, pois nesta ocasião deve-se estar atendo à formação genital da criança e qualquer alteração poderá requerer a atuação do urologista. Testículos fora da bolsa, água que aumenta o volume da bolsa (hidrocele), alterações da uretra e do próprio pênis.

 

Na adolescência, uma época de transformação do organismo masculino, é importante acompanhar essas transformações. É recomendável o adolescente aprender a fazer a palpação dos testículos e saber se algo estranho está acontecendo. Veias dilatadas e o endurecimento do testículo merecem a avaliação do urologista. Nesta hora é importante o jovem aprender a fazer higiene genital e se prevenir das Doenças Sexualmente Transmissíveis.

 

A prevenção é a chave do sucesso!

 

As doenças sexualmente transmissíveis andam lado a lado com a atividade sexual. Provavelmente elas só vão desaparecer se um dia acabarem as relações sexuais. Você talvez já tenha aprendido tudo sobre elas, mas pense em seu filho adolescente. Não deixe que ele aprenda por ?experiência própria? ou tenha um ?professor? naquele amigo mais saidinho. Logo você, que tem se esmerado (e investido!) tanto na educação dos seus filhos, vai descuidar desse aspecto?

 

Além de um canal de comunicação com o urologista, sem eventuais barreiras e vergonhas que possam existir, saiba que há algumas doenças na adolescência que podem ser tratadas e evitar uma série de problemas futuros: desde uma simples fimose ou excesso de prepúcio que interfere negativamente no início das atividades sexuais do garoto, passando por uma varicocele que pode influenciar negativamente a fertilidade quando ele for um adulto jovem, na época dos seus netos, e mesmo alguns tumores de testículo, atrofias testiculares, etc. Se você tem uma filha adolescente que já menstruou, pode ter certeza de que sua esposa já a levou ao ginecologista. Seu filho também merece um acompanhamento nesse sentido.

 

O homem adulto

 

Não é incomum os homens terem alterações na área de Urologia. Dúvidas sobre a qualidade erétil, tamanho peniano, melhora do desempenho sexual e prevenção de doenças permeiam o universo masculino. Não sofra calado! A orientação do urologista poderá desfazer mitos e interrogações, inclusive evitando tratamentos e orientações amadoras que podem mais prejudicar do que ajudar.

 

A próstata

  

A descoberta das doenças nas suas fases iniciais continua sendo o melhor tratamento da doença. Câncer e outras doenças descobertas tardiamente, geralmente não podem mais ser tratadas plenamente e os resultados não são tão bons, quando comparados com o paciente tratado no início do problema.

 

As cirurgias para a próstata não se aplicam apenas aos casos de câncer. A próstata também apresenta um tipo de crescimento benigno, após os 40 anos, que pode apertar ou fechar o canal da urina (a uretra). Às vezes isso precisa ser consertado com cirurgia, às vezes isso pode ser tratado com remédios, sem necessidade de cirurgia. Ao avaliar periodicamente sua próstata, seu urologista não estará fazendo apenas a prevenção do câncer, mas também estará atento a essa Hipertrofia Benigna e sua repercussão na sua micção (no padrão do seu xixi), se você está esvaziando a bexiga completamente ou deixando urina na bexiga sem ser eliminada.

 

Perda urinária

 

Perda urinária (incontinência urinária) muito comum nos homens e mulheres idosas não é um fato normal do envelhecimento e tem cura na quase totalidade das vezes. O urologista é cirurgião exímio nessa área. Historicamente os grandes avanços nesse sentido estiveram dentro da especialidade urológica,tanto na incontinência (o nome técnico da perda urinária) masculina quanto feminina, em adultos e crianças.

 

Infecção urinária

 

A infecção urinária (ou cistite ? infecção da bexiga) pode ser uma coisa bastante comum e sem grandes problemas nos outros órgãos urinários, mas existe uma porcentagem importante, geralmente quando a infecção se repete, em que há necessidade de uma avaliação do urologista para verificar se os outros órgãos não são a causa dessa infecção que não melhora.

 

Muitas vezes essa infecção é um fator secundário a outras doenças urinárias mais graves que, enquanto não tratadas, não permitirão o fim das infecções urinárias.

 

Pedra nos rins

 

As pedras urinárias tiveram um progresso muito grande no seu tratamento. O ?arsenal?contra as pedras hoje em dia é enorme. É como se tivéssemos desde um míssil atômico até um simples alfinete especial. Aqui o segredo não está em usar o míssil sempre, mas em usar o mínimo necessário para resolver o problema.

 

A impotência sexual

 

As drogas contra a impotência (que hoje chamamos de disfunção erétil) revolucionaram esse problema que aflige quase metade dos homens adultos. Se você tem esse problema, em maior ou menor grau, não adianta simplesmente se dirigir à farmácia e comprar o mesmo medicamento que seu amigo usou. Com certeza, existe uma chance enorme de você não ter exatamente o mesmo problema que o seu amigo, ou não apresentar a mesma resposta que ele, seja na eficácia, seja nos efeitos colaterais. E se a droga não funcionar, certamente não vai ser seu amigo quem vai resolver o problema e nem você deve se resignar como ?um caso perdido?. Procure o seu urologista, existe muito mais conhecimento, que pode lhe ser útil, além de simplesmente tomar os mesmos remédios que todo mundo toma. Fique atento pois a disfunção erétil tem forte relação com doenças coronarianas e diabetes.

 

 

Hormônio masculino e sua importância

 

Outro assunto que muitas vezes provoca algum entendimento equivocado é a queda de hormônio masculino e a possibilidade de sua reposição. Todo homem tem uma queda gradual do hormônio masculino (testosterona) e em algum momento da vida poderá ser necessário sua reposição através de gel ou mesmo injeções. O mesmo acontece com as mulheres. Mas, no caso, a reposição é do hormônio feminino, a progesterona.

 

Os sintomas de níveis hormonais baixos no homem são, dentre outros: irritabilidade, alteração frequente do humor, perda de massa muscular, apatia, desinteresse para a atividade sexual, distúrbios da ereção e depressão. Caso o homem apresente estes sintomas é prudente fazer as dosagens de testosterona e avaliar, de forma individualizada, a possibilidade de reposição hormonal. A reposição não deve ser feita de forma indiscriminada, pois poderá gerar riscos, principalmente nos homens com alguma suspeita de câncer de próstata ou PSA elevado.

 

Em casos onde a reposição hormonal está indicada ocorre um grande benefício ao paciente e uma expressiva melhora na qualidade de vida.

 

Sangue na urina

 

Um dos sintomas mais dramáticos para o cidadão comum é ver sangue na sua urina. É uma situação de alarme que deve ser vista por um urologista. Muitas são as causas de sangramento na urina: às vezes pode ser apenas uma infecção severa em que o sangramento é acompanhado de dor ao fazer xixi; noutras pode ser um tumor de bexiga ou de qualquer outra parte da via excretora (a chamada ?tubulação? entre o rim, onde o xixi é produzido, e o canal da uretra por onde ele sai para o exterior). Muitos tumores de bexiga sangram bastante sem que haja dor ao fazer o xixi, exceto se houver coágulos junto com a urina. Também pode haver sangramento quando outras doenças atingem a bexiga (endometriose, outros cânceres, uso de alguns medicamentos controlados, viroses severas nas crianças, em pessoas que fizeram tratamento por radioterapia na pelve, etc.). O urologista é o especialista específico para avaliar e tratar o sangue na urina (cujo nome técnico é hematúria). Os glóbulos vermelhos são unidades morfológicas da série vermelha do sangue, também designadas por eritrócitos ou hemácias.

 

 

IV. Conheça o nome dos órgãos urinários e genitais masculinos

Já vimos o desenho com os órgãos sob a responsabilidade do urologista, mas não custa dar os nomes técnicos de cada um e conhecer um pouquinho deles.

 

 

 

Adrenais

 

São duas glândulas, como dois chapeuzinhos, que ficam na parte de cima dos rins. São importantes no controle dos sais do organismo e mesmo na produção de corticóides naturais do nosso corpo.

 

Rim

 

São dois órgãos em forma de feijão, ligados diretamente à aorta, nossa principal artéria. Os rins são dois grandes ?filtros? do organismo. Filtros inteligentes porque não apenas separam o excesso de líquido no sangue, mas controlam a eliminação das impurezas, substâncias finais de muitas reações orgânicas que não servem mais ao organismo, assim como também controlam os sais como o sódio, potássio e uma infinidade de elementos químicos do organismo.

 

O rim ainda tem um papel importantíssimo no controle da produção dos glóbulos vermelhos (feito na medula óssea) e também na regulação da pressão arterial (aquela que medimos no braço). O rim funciona em harmonia com o coração e os pulmões.

 

Ureteres

 

São dois tubos, um a cada lado, ligando o rim à bexiga. Transportam a urina (mesmo que você esteja de ponta cabeça!)

 

Bexiga

 

É uma bolsa de músculo que vai armazenando quantidades crescentes de urina, sem o músculo se contrair e até ficar cheia, quando envia sinais ao cérebro avisando que estamos com vontade de urinar.

 

Uretra

 

É o canal que liga a bexiga ao mundo exterior. É a parte final do trato urinário. No homem é mais longa e na mulher é mais curta. Além de conduzir o xixi também apresenta áreas específicas que funcionam como nossas ?torneiras?, tecnicamente esfíncteres que permitem ficarmos secos sem perder xixi continuamente.

 

Próstata

 

É uma glândula existente só nos homens, como se fosse uma pêra pequenina, localizada logo abaixo da bexiga, na saída da uretra. O canal do xixi passa no meio dela. A próstata produz o esperma, líquido que serve de transporte para os espermatozóides, que são as células fecundantes do homem, produzidas no testículo.

 

Vesículas seminais

 

São duas estruturas que ficam logo atrás da próstata e que funcionam como ?depósito de esperma?. Delas saem dois canais fininhos que passam pelo meio da próstata e desembocam na uretra, por aí passa também uma parte do esperma com os espermatozóides (são os dutos ejaculadores).

 

Deferentes

 

São dois canais bem resistentes que ligam as vesículas seminais/próstata aos epidídimos/testículos. Há um de cada lado e eles dão a volta por trás da bexiga e descem pela região inguinal, ao lado interno da virilha. Transportam o líquido seminal com os espermatozóides.

 

Epidídimo

 

São dois órgãos cilíndricos que ficam na parte de trás dos testículos de alto a baixo deles. São muito ligados aos testículos pois são, na realidade, um enovelamento de um único tubo onde os espermatozóides produzidos nos testículos sofrem algumas reações finais na sua maturação.

 

Testículos

 

São as duas glândulas ou gônodas masculinas, equivalentes aos dois ovários que a mulher tem. Eles produzem os hormônios masculinos (testosterona) e também produzem as células fecundantes do homem (os espermatozóides). Esses espermatozóides é que ?nadam? em direção ao óvulo da mulher quando existe a ejaculação no trato genital feminino. A mulher produz um óvulo por ciclo menstrual e o homem produz milhões de espermatozoides a vida toda.

 

Pênis

 

Órgão sexual masculino. É composto por três cilindros (2 cavernosos e 1 esponjoso por onde passa a uretra). Os três cilindros são fortemente fixados à pelve e do estado flácido passam ao estado de ereção (como esponjas que se enchem de sangue, que ali fica retido, dando a rigidez ao órgão).

 

A "cabeça" do pênis tecnicamente é chamada de glande e o restante da haste peniana é chamado do corpo peniano. Prepúcio é a pele que recobre a glande. Na sua parte de baixo existe o "freio", cujo nome técnico é frênulo.

 

O prepúcio em muitas culturas e religiões é retirado logo ao nascimento, o que se denomina circuncisão. A realização dessa cirurgia sem finalidades religioso-culturais leva o nome de postectomia. Fimose é a impossibilidade de puxar o prepúcio para trás, para expor a glande. Excesso de prepúcio ou prepúcio longo ou exuberante pode ocorrer na ausência de fimose.