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Cirurgias - Cálculos renais

Cálculos renais: o que fazer?

Cálculos nos rins podem ser tratados de várias maneiras. Dependendo da localização dentro do trato urinário as opções se sobrepõem e mais de um procedimento pode ser utilizado, cada um com suas vantagens e desvantagens.

Com a tecnologia avançando no campo da urologia novos aparelhos e procedimentos tornam-se disponíveis para o uso, aumentando o rol de opções. Esse avanço faz procedimentos já estabelecidos (como as cirurgias com grandes cortes) ficarem obsoletos devido às comorbidades e complicações relacionadas a procedimentos de cálculos renais mais antigos.

 

Tratamento para cálculo renal

A nefrolititripsia percutânea (percutânea tem o significado: através da pele) é um procedimento que revolucionou a urologia no tratamento dos cálculos renais em sua época. Anteriormente, somente cirurgias com grandes cortes tinham a possibilidade de tratamento dos cálculos renais de grande volume.

Nesse tipo de cirurgia renal, uma punção com agulha fina é realizada através das costas do paciente e inserida no interior do rim no local do cálculo renal. Após a punção, um trajeto entre a pele e o rim é formado através de dilatadores especiais. É através desse trajeto formado que uma ótica rígida, de aproximadamente 1 cm de diâmetro, é introduzida no interior do rim. Os cálculos então são localizados e fragmentados, e os fragmentos são então retirados.

Um pequeno tubo fica por 1 dia no local da cirurgia renal (nas costas), sendo removido antes da alta hospitalar. O procedimento é realizado com internação de 2 a 3 dias, com necessidade de repouso relativo (sem esforços físicos maiores) por 15-30 dias. Tem uma taxa de sucesso de aproximadamente 95%. Um cateter “duplo J” também deve ser utilizado na maioria dos casos.

Com o surgimento da ureteroscopia flexível, cada vez menos a nefrolitotripsia percutânea vem sendo utilizada para tratamento de cálculos renais menores que 1,5 cm a 2 cm. Entretanto, ainda tem seu papel como uma cirurgia minimamente invasiva.

Atualmente, tem indicação para cálculos renais grandes (maiores que 2 cm), casos de falha da litotripsia extracorpórea ou casos de falha ou impossibilidade de realização da ureteroscopia flexível.

 

Cálculos renais com ureteroscópio flexível e LASER

 

Cálculo Renal

Atualmente a urologia dispõe de várias opções para tratamento dos cálculos renais. Por vezes, as opções são tantas que uma certa indecisão pode ocorrer: afinal, o que fazer? Com objetivo de informar melhor os pacientes portadores de cálculos renais e ureterais forneço aqui algumas informações sobre as formas mais utilizadas dos tratamentos disponíveis.

As explicações dadas aqui são meramente informativas e não excluem de forma alguma a necessidade de uma consulta médica com um urologista e avaliação de cada pessoa. Algumas formas de tratamento não foram incluídas, mas podem ser importantes para o seu caso. Nem sempre a regra se aplica a todos e o urologista deve tomar as decisões em conjunto com o paciente para um melhor tratamento de cálculo renal.

 

Boa Leitura!

Dr Eduardo Gabriel Gerber Wietzikoski - Urologista

 

 

Cálculos renais: o que fazer?

Cálculos renais ou pedra nos rins podem ser tratados de várias maneiras. Dependendo da localização dentro do trato urinário as opções se sobrepõem e mais de um procedimento pode ser utilizado, cada um com suas vantagens e desvantagens. Com a tecnologia avançando no campo da urologia novos aparelhos e procedimentos tornam-se disponíveis para o uso, aumentando o rol de opções.

 

 

Cálculos renais localizados em 1/3 do ureter

 

 1) Ureteroscopia semi-rígida

Quando o cálculo migra do rim em direção à bexiga através do canal do rim (chamado de ureter) e localiza-se no 1/3 inferior desse canal, a maneira mais efetiva de remover o cálculo renal é a ureteroscopia semi-rígida, com o uso de LASER quando disponível.

A ureteroscopia semi-rígida consiste em uma endoscopia do trato urinário com uma ótica (câmera) reta, muito fina, de aproximadamente 2-3 mm de diâmetro em sua ponta.

Utilizando os caminhos já existentes no organismo, sem necessidade de cortes, essa ótica permite que tenhamos acesso ao ureter na sua porção mais baixa, próximo da bexiga. Esse procedimento cirúrgico é muito efetivo para cálculos nessa localização, entretanto não permite uma endoscopia de todo o trajeto ou mesmo do rim, pois não é flexível.

Algumas curvas naturais do ureter ou mesmo no rim não podem ser feitas com esse aparelho, o que não permite utilização para cálculos em localização mais alta na maioria dos casos.

 

2) Litotripsia extracorpórea

A litotripsia extracorpórea é um procedimento ambulatorial e cirúrgico para o tratamento de cálculos renais. Não requer internações ou anestesia para a realização. Através desse procedimento, o cálculo renal é pulverizado em vários fragmentos através de uma máquina, sendo reduzido o tamanho dos cálculos.

No momento do procedimento uma bolha com gel se acopla às costas do paciente, que sente algumas pequenas batidas no local. Nos aparelhos mais modernos esse é um procedimento indolor ou com uma dor mínima, que é facilmente amenizada com uso de medicação via oral durante o procedimento. Os fragmentos do cálculo renal são então expelidos através da urina.

Para cálculos renais localizados no 1/3 inferior do ureter a litotripsia é uma boa opção. Embora seja um procedimento seguro e bem conhecido dos urologistas, existem contraindicações e cada caso deve ser discutido pessoalmente com seu médico.

Quando realizada para cálculos em posição mais alta (ureter superior ou rim) ocasionalmente alguns fragmentos maiores fazem obstrução do ureter, necessitando de internação pela dor e eventualmente algum procedimento endoscópico.

 

 

Cálculos no rim ou no terço superior do ureter

Para cálculos renais no terço superior do ureter temos possibilidade de utilização de várias técnicas atualmente: Litotripsia extracorpórea, Nefrolitotripsia percutânea e ureteroscopia flexível com LASER.

 

1) Ureteroscopia flexível com laser

A ureteroscopia flexível é semelhante à semi-rígida, utilizando óticas finas através da bexiga para ter acesso ao ureter e ao rim. A diferença da ureteroscopia flexível está na tecnologia envolvida na realização do procedimento. Enquanto a ureteroscopia convencional utiliza somente uma ótica reta, a ureteroscopia flexível utiliza uma câmera móvel, maleável, que pode ser movimentada conforme os comandos dados pelo cirurgião.

Isso permite acessar o 1/3 superior do ureter e o rim e passar pela maioria das curvas do trato urinário sem a necessidade de nenhum corte, com uma efetividade para o tratamento dos cálculos acima de 95%.

Após visualizar o cálculo renal, algum tipo de energia é necessário para fragmentação. Afinal, somente localizar e visualizar o cálculo não resolve o problema. Como o aparelho é flexível, temos que utilizar alguma forma de fragmentação do cálculo que também seja flexível. Para isso dispomos do Holmium LASER: um feixe de luz que quando acionado pulveriza o cálculo renal, deixando somente pequenos fragmentos ou muitas vezes pulverizando completamente.

Após o procedimento, um fino tubo geralmente é colocado no trajeto entre o rim e a bexiga. Esse tubo, chamado de cateter duplo J, fica por um curto período e é totalmente interno, ou seja, não possui partes saindo pela uretra, e é retirado posteriormente de maneira ambulatorial (sem internação).

 

A ureteroscopia flexível é realizada com necessidade de internação de um dia na maioria dos casos. Assim como todos os procedimentos a ureteroscopia flexível também tem suas falhas e contraindicações, e uma consulta com um urologista deve ser realizada.